imediatismo
se posso
te encontrar sorrateira
na noite à fora
quero agora
uma parede que me sustente,
quando minhas pernas dobrarem.
meu cabelo desarrumado sem vento,
minhas mãos apressadas,
sem tempo.
um sopro, um tormento...um orgasmo
num momento
rápido.
efêmero.
Escrito por cláudia às 23h11
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Kate_anderson
Escrito por cláudia às 22h30
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um pouco de mim
esses dias
segunda ou terça-feira.
eu toquei de leve a taça ( de cristais coloridos, copos de maça de tomate)
saboreei o melhor vinho que tinha
na minha adega imaginária ( uma prateleira velha)
e sentei diante da maior plantação de rosas vermelhas
um quadro mal pintado, na parede do reboco corroído pela umidade.
pendurado pela bondade da minha mãe.
sentada naquela escada que construiu meus sonhos,
degrau por degrau,
observando o fogão de lenha, polenta assada com leite.
Ovos fritos.
O pé de laranjeira, algum vento derrubou. E eu só agora percebi.
Meu primeiro bolo de aniversário foi de laranja, feitos pela minha avó, dentro do seu mundo mudo.
Lá em frente, passava o trem, todos os dias com lições de partir, provavelmente venha de tantos adeus a minha inquietude.
Fui criada no meio a plantações de algodão, com tanto branco a minha volta, de lá provavelmente saiu minha
noção de paz.
E então é fácil chorar.
Tudo imóvel, silencioso, nem sombra daquele barulho que eu ainda posso ouvir.
Esse é meu silêncio barulhento.
Me levanto, das escadas, estou no topo dela, era dificil chegar lá na infância e agora...tão fácil subir,
tão fácil descer.
Eu caminhei bem devagar, fechei a porta da entrada, com a chave.
Eu volto.
Qualquer dia destes.
afinal, a vida é feita de momentos....
Escrito por cláudia às 13h18
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sentença
onde anda este coração
perdido,
sem emoção.
onde a razão conhece as veias que se seguem.
e o imaginário desconhece as regras que te obstruem?
Escrito por cláudia às 23h09
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a césar o que é de césar
claudia
Escrito por cláudia às 22h14
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INTUIÇÃO:
um passo cuidadoso.
quando podemos correr.
Escrito por cláudia às 17h03
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