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Oxigênio
 


Ideais

post_cora_eu creio

ideais,

Vasculho os sinais,

sentidos em outra dimensão.

Desconhecidos da visão,

formada através de óbvios,

vínculos com a razão.

Encontro em toda sua dimensão.



Escrito por oxigenio da vida às 21h07
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severina

deixe os sapatos do lado de fora,

limpe os pés no tapete da entrada

tenho estado cansada da sujeira da rua,

que você carrega consigo.

Pise devagar, pra não marcar o chão.

Lave as mãos antes de almoçar, a gororoba que preparei.

Foi o que deu pra fazer com o dinheiro que me deixou.

Não.

Não deite na cama arrumada, vai dar a cochilada , lá no sofá, rasgado.

No próximo mês a gente arruma.

Saio da sua visão cansada.

Dou de costas...para o nada.

Lavo a louça.

Guardo a roupa...

Pra esperar , o fim da jornada.

Vida ...

De Severina.

Na cidade grande.

 



Escrito por oxigenio da vida às 20h58
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abri a gaveta onde guardei por anos os meus relicários,

é preciso ter coragem.

e ir buscar lá no fundo o amontoado de subconjuntos que

formam um só.

E desmontam os problemas acumulados...

no fundo da gaveta, junto com o pó,

 

Limpo a gaveta, e as sobras jogo fora.

Junto com os relicários,

As lembranças e o pó.

 



Escrito por oxigenio da vida às 12h43
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dança comigo?

Dança comigo, um pouco esta música .

Pega a minha mão, sente o meu coração,

no ritmo da canção . Ele vibra.

Vem , encosta seu rosto e fecha os olhos, gesto simples.

Sente,

Espera com o corpo os compassos que os passos ditam.

Segue a regra amor. Solte o corpo.

Acredita.

Existe algo de mágico

Feche os olhos...desliza.

No meio do salão.

 

 

 



Escrito por oxigenio da vida às 22h11
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saudosismo

talvez eu te visite, qualquer dia destes,

ande pelos antigos paralelepipedos,  

para te olhar,

e conversar, como antes, sobre qualquer coisa.

Te olhando nos olhos descobrindo tanto.

Talvez eu ainda use a bicicleta,

e desça desvairadamente... a rua que você mora.

Só para desafiar o vento.

E para  brincar com a vida.

 

Quem sabe, um passeio pela praça depois do carnaval, na madrugada.

abraçar e beijar, ainda.

Ainda dá...para voltar lá?

 

Não!!!

Os paralelepipedos se asfaltaram e a praça não existe mais....

a rua que você mora, já não tem mais descida, e a vida, já é um constante desafio.

Os seus segredos, já foram decifrados por mim.

Mas os beijos...ah...estes permanecem

nas lembranças,

no toque...

e no sentimento. 

 



Escrito por oxigenio da vida às 15h39
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quero a amplitude para viver,

o máximo para usufruir,

Quero tudo da vida.

 

quero as sensações a beira do colapso... quero o medo.

Quero a coragem para suportar o medo.

Quero as rugas, quero minha pele dobrando , e o tempo transparecendo nela.

Quero a sabedoria que sai de dentro de cada uma destas rugas que se formaram,

preguiçosamente em minha pele.

Quero interagir começo, meio e fim.

Quero correr o risco de envelhecer.

Como quero.

Viver.

 



Escrito por oxigenio da vida às 13h53
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a vida deve ser a "pior" de todas as "drogas".

quando mais se vive....

mais se quer viver.....

 

(anonimo...ouvi por aí)



Escrito por oxigenio da vida às 13h41
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força interior

calo-me,

quando a vida me arranha a auréola que me cobre a minha alma,

e a descobre

me deixando vulnerável.

Me deixando exposta a força do vento.

Que me leva. Que me levanta, que me arremessa.

onde quer que vá.

 

 

 



Escrito por oxigenio da vida às 15h10
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